quinta-feira, 6 de agosto de 2009

(...)

Um banco vazio, na noite estrelada fui lá parar, ninguém me viu, ninguém me ouviu.
Chamei-te tantas vezes, gritei o teu nome, mas em silêncio. Só o meu coração ouviu porque voltou a bater novamente de uma forma irregular.
Não me ouviste, ninguém ouviu.
Mas eu esperei, esperei, e esperei e apenas o sofrimento voltou.
Um pequeno baloiço me recordou das memórias que deixei numa praia, de um dia qualquer.
Foi o último momento, mas se foi um sonho? Sim, isso foi.
Voltei ao lugar exactamente onde estive num dia em Abril, o Sol nesse dia brilhava como à muito não brilhava.
Mas no Domingo, quando lá fui, estava de noite, uma noite estrelada de Lua-Cheia. As lágrimas voltaram, e aí as pessoas olhavam. Não me importei porque o sofrimento já é banal.
Quem eu queria que viesse não veio, mas não faz mal.

«Perdi mais uma vez, mas ainda com mais fracasso.»

SOBREVIVER, É O MEU SONHO.

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