sábado, 13 de fevereiro de 2010

- hoje.

Hoje vou voar, vou deixar a alma e o corpo em casa e vou distrair-me. (Pelo menos, tentar.)
Hoje, vou encarar o ar e o frio que há do lado de fora do Mundo!
Vou fazer sorrisos para quem me olha e me diz "Olá.", (só que ninguém sabe que não são verdadeiros.)
Vou estar sentada naquelas bancadas e olhar as pessoas, ver o quanto elas são felizes.
(Ainda me lembro no ano passado quando te olhava a medo quando tu estavas lá sentado.)
- Vou tentar sentar-me no sítio onde te sentas-te.
Vou estar com medo dos Humanos, e vou ter inveja dos que estarão a rir-se de verdade.
Poderei encontrar-te, e olhar-te nos olhos, se fôr capaz.
Poderei ver-te, no meio de toda aquela multidão. Eu sei, sei que vais estar lá, mas não sei onde, em que sítio e em que altura.
«Não posso.»
Hoje, vou tentar sentir-me livre, sentir-me pura, não sei de que forma, mas vou tentar sê-lo.
Como já disse, vou normal, levo o básico, e não vou mascarada, a minha máscara que tenho pegada à cara serve.
Se me vires, sente-te. Não pares, segue em frente, mas faz-me sentir o que sentes. Fala comigo em silêncio.
«Foge, silencia a alma.»
Não me olhes nos olhos, estarei com eles cheios de dor e saudade e não quero que me recordes dessa forma.

Separei o "Hoje", com vírgulas, porque é uma palavra que merece a sua atenção, o seu devido valor.
Porque eu, hoje, posso estar assim, e amanhã, posso estar pior, ou melhor.
Mas, hoje, vou tentar ser-me, tentar viver-me! :'

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