Há algo dentro de mim que está preso, que não sai, que não grita e me mostra o que é.
Há algo dentro do meu ser que não desaparece, que vai andando e andando dentro de mim, sem deixar-me em paz.
É algo impossível de se explicar, algo que me toca no coração, algo que faz com que o meu estômago dê voltas e voltas, algo que faz com que o meu coração bata de uma forma irregular, com uma simples razão de ser.
Algo que me toca cá dentro e me faz ter esperança, esperança inútil (ou não), que me faz sobreviver.
É algo que não passa à medida que os dias se tornam mais cansativos, sem nada para fazer, algo que eu quero, mas que não vem. Algo que cresce, cresce e cresce, mas que não me deixa saber quem sou, o que sou, nem de quem sou.
É ter confiado naquilo que sempre pensei em ter confiado, confiar na Esperança que talvez nunca tenha existido.
Viver para um Sonho, para um pequeno, grande amor.
Acreditar num passado incerto, de um futuro marcado e um presente desfeito.
Cantei uma canção que me fez chorar, e escrevi a letra no caderno, numa aula qualquer, de mais um dia acabado.
É algo que me faz viver, reviver, e crescer, é algo a que chamo de amor.
«Sê quem és, Mariana.» Mas, quem sou eu?
Foi uma sensação que não consegui evitar.
Uma sensação onde me senti preenchida, onde me senti diferente.
Não quis crescer depressa, não quis ser precipitada. Isto transformou-me, ensinou-me o que é sonhar, o que é amar, o que é viver, o que é existir.
Foi um ser, um ser pelo qual não está aqui, presente, ao meu lado, neste momento. Que já não me pertence mas é um ser que me preenche a alma, que me ensina a sobreviver, um ser que não desaparece do meu pensamento, da minha alma, mas que vai permanecer no meu espírito, sempre.
Não é ironia, dói, mas um dia voltarei a ser feliz, ao lado desse ser, basta simplesmente, viver.
A tudo isto chamo de amor, e os entendidos chamam de ilusão.
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