Tanto pedi para ser Feliz, tantas vezes lutei contra o nada.
Tantas, mas tantas vezes que tive pesadelo de uma Vida à parte.
Cada sorriso, cada alma perdida, cada sentimento sincero.
Porquê? Que liberdade tenho eu? Que Vida é a minha?
Um coração perdido no mar, um pedaço de céu evaporado pela chuva que cai lá fora, um pedaço de coração transformado em saudade, saudade essa que não desaparece, que não faz com que tu volte.
Tanto confiei, tanto amei, tanto dei a minha Vida, a quem merecia.
Estou perdida no meio da música, de uma letra já decorada à meses, de um livro guardado a relembrar aquela história, uns textos já gastos de tanto os ler e reler e perguntar-me "Porquê?".
Uns momentos guardados dentro do meu ser, que me mostraram a Humanidade. Um pequeno, grande amor que permanece, sempre.
Um Verão passado, um Outono de felicidade, um Inverno de orgulho, uma Primavera desastrosa, um início de um Verão esquecido.
Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho, todo este tempo, toda esta Vida Criada, tudo que se perdeu num simples respirar, num simples bater do coração. Que fiz eu, para merecer tudo isto?
Estou perdida no passado, e guardada no futuro.
Estou perdida naquilo que fui e naquilo que algumas vez voltarei a ser. Vivo para um ar evaporado, para um vento já transformado em solidão.
Paz, onde estás tu?
Porque te foste embora, num simples desastre?
Dizem que para ser feliz, é preciso ouvir a voz do coração, é preciso sentir o que está dentro dele, o que vai dentro dele, mas para quê acreditar nisso se não podemos ser felizes na mesma?
Vou permanecer com a esperança, permanecer sentada naquele banco, onde esperei, esperei, e consegui.
Vou acreditar no poder do coração, e esperar, espera para que tudo volte, algum dia. ( ... )
E vai ser aí, que a história vai continuar a ser escrita naquele diário sem ser utilizado, aquele diário que é a prova, de uma Vida Criada. Voei naquilo que acredito, naquilo que confiei, naquilo que amei. :'
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