«Uma noite estrelada, na varanda ao luar, um caderno dourado, uma caneta de tinta azul e um coração despedaçado.»
O fracasso agora é banal, a derrota é a minha Vida, a paz é o meu Sonho, os vencedores levaram-me tudo.
O esgotamento espera-me, a realidade desaparece, o inferno é o meu presente.
Quem somos nós?
Uma Humanidade desconhecida, perdida em ilusão.
Quem fui eu?
Uma rapariga com uma simples esperança.
«Falhei a tudo, mas sem galhardias,
Nada fui, nada ousei e nada fiz.»
Hoje sei que quero ser apenas ninguém, vou entregar-me de corpo e de alma aos Sonhos, vou ser quem nunca fui, e nunca mais voltar.
Talvez seja uma luz, uma luz no meio da escuridão, de uma escuridão sem fim.
Os fantasmas rondam o meu coração todas as noites, como se fossem asteróides.
Uma maior solidão me invade a alma, o dia cada vez está mais próximo, mas sei que não posso, nada irei fazer, apenas prever, se irá ser ou não irá ser.
Está previsto, calha a um Domingo, um dia normal para alguns, para outros, o início de uma Vida.
Conto os minutos que faltam para a balada da meia-noite, queria dizer-te o que sinto, mas não posso.
Queria dizer-te o quanto significas, mas não me deixam.
Tanto tempo que já passou, tantos dias que se tornaram numa derrota, tantas ilusões, tantas pessoas vencedoras, eu sou a fraca, a que errou em tudo (ou não).
O meu desejo diz que tenho de ir, que tenho de ser capaz, de enfrentar tudo, mas a minha cabeça diz que não posso sair deste quarto.
Estou nesta ansiedade de ir ou não ir. O tempo avança, quem me dera poder ver-te de novo.
Nem que seja por frinchas das portas, ou atrás das janelas, nem que seja apenas um olhar de frente a frente, com o silêncio a invadir o ar ou apenas escondida em que não me vejas a chorar com a saudade.
Não tenho orgulho da pessoa que sou hoje, mas também não tenho ódio da pessoa que agora criei.
Dói-me o coração de querer, mas não poder.
Dói-me a alma, de tanto ter que lutar com ela.
Dói-me o espírito, por ser ele quem aguenta toda esta dor.
Dói-me o corpo, por ser ele quem sofre esta angústia.
Dói-me tudo, e não sei como sobrevivi.
Fui buscar forças a memórias bem reflectidas, a perfeições de momentos eternos, de palavras mágicas, e um pedaço de lágrimas derramadas na noite fria.
Vi passar a tua imagem nas sombras do dia, não me viste, mas eu vi-te. Pensei que era irreal, mas não, tu estavas lá, foi apenas segundos, foi em vão, mas sorri, sorri como há muito tempo não sorria.
Fui buscar novamente forças aos teus passos pesados e ao teu cheiro suave.
Tenho o coração vazio, mas com um amor eterno.
(Falhei, mas ainda assim, vou acreditar.)
1 comentário:
A felicidade , a pura e linda felicidade , depende única e exclusivamente de ti Marianinha . Nunca te esqueças disso :)
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