quinta-feira, 20 de maio de 2010

- Histórias.



- Dear (..) ,, :

E às vezes vinha, mas depois ía. Andava na incerteza e aparecia sempre na altura das decisões.
Recuperava o fôlego das noites irreais e prometia que não lhe seguiria mais, que o medo não iria voltar.
Era somente um sonho, um Ser que um dia, poderia descer a avenida da Vida e encontrar-lhe no café da esquina.
Os vagabundos que o conheciam achavam-no estranho, vestia-se de amor e o seu corpo tinha o cheiro de medo, tinha os olhos que deslumbravam o Sol e as mãos que acarinhavam o céu como se fosse algo doce, leve.
Era a História perfeita, a floresta encantada, onde apenas reinava a magia com que amava. Onde apenas o sonho falava com o pesadelo e juntos tornavam-se nos furacões ambiciosos que existem nas árvores da alma.
Criou raízes, e agora semeia a saudade, evapora-se quando se sente perseguido e faz magia quando arrisca a fazer alguma coisa.
Levou consigo as memórias e nunca mais as trouxe, correu com a fonte de energia que há na luz e escondeu-se nas sombras assustadoras do dia. Ninguém o vê de noite, porque ele está a olhar as estrelas da varanda do seu quarto.
Chamam-lhe de príncipe, algo diferente e Humano, algo que não existe em qualquer paragem de autocarros nem em quase nenhuma estação de comboios.
Aparece, de longe a longe, como os eclipses que existem de séculos em séculos.
E ele apareceu, decidiu esperar, o tempo que fôr preciso, porque sabe que vale a pena, porque é isso que ele quer.
Não se sente obrigado a amar, ele tem coração, é forte.
É diferente e ao mesmo tempo irreal.
É uma História, e talvez foi a minha Vida.

(Esperava por ti, todas as noites, como se fosses a esperança para tudo. Nunca vieste, e ainda bem.)

(E!), fica, para que eu possa seguir, porque eu um dia, vou voltar.



1 comentário:

joanne. disse...
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