segunda-feira, 15 de junho de 2009

- É a Voz do Coração.

Já me perguntaram se eu era feliz, eu fiquei em silêncio.
Já me perguntaram se queria viver, eu respondi que queria apenas existir.
Já me perguntaram o porquê de me ter tornado diferente, eu disse para perguntarem ao meu coração.
Já me perguntaram como é que eu consegui sobreviver a tudo isto, eu disse que foi apenas lutando.
Já me questionaram o porquê de eu não partir para um novo rumo, eu disse em voz alta que era isto que queria.
Já me perguntaram o que sentia e eu apenas disse «
É a voz do Coração.».
Já me perguntaram perguntas inúteis, perguntas com um princípio, meio e fim, já me fizeram perguntas difíceis, perguntas a que eu não soube responder e perguntas que me fizeram chorar.
Tantas perguntas, para quê?
Num Mundo tão psicopata, as perguntas são o que mais existe.«Gosto de estar em silêncio com as pessoas.», diz a Mia, e muito bem.
Talvez os Humanos precisem de uma lição de vida como uma pessoa mágica como ela.
Mas preciso de alguém que faz o lugar de todos eles, alguém que me mostrou quem era.
Preciso das estradas sem curvas, nem covas fundas.

Preciso do silêncio do mar, e o sofrimento da chuva.
Preciso do Sol radiante que batia na janela do meu quarto, naquela varanda sagrada.
Mia: «Estamos vivas
Mariianiinha, sobrevivemos de novo.»

Que me adianta apenas existir?
«Basta Viver.», aconselham-me, e conseguir?
Estou sentada num banco que mudou a Vida para mim.

1 comentário:

maria inês disse...

Digo isto tantas vezes, torno-me repetitiva por tantas vezes dizer o que penso, e como tal as pessoas reagem de maneiras diferentes. Uns pensam que eu tenho a mania e que não sou capaz de aceitar os outros, e outros idolatram-me como se eu fosse uma super-mulher - e não o sou. Gosto das pessoas de maneiras diferentes, embora para grande infelicidade minha a palavra " amo-te " se tenha tornado tão banal, um dia serei capaz de inventar uma palavra com um significado ainda mais lindo e profundo capaz de aquecer os mais frios e adormecidos corações. Gosto de ti de uma maneira especial. Há uns tempos se me perguntassem o que era um melhor amigo para mim, eu diria que para termos um melhor amigo era preciso muito tempo, vivermos muita coisa e blablabla... eu agora acho que é algo que se sente cá dentro, é simplesmente seres feliz com alguém! E como odeio rótulos, tenho apenas os meus amigos do coração que permanecem nele mesmo da forma que quiserem. Tu também estás lá e eu desde sempre gostei assim muito de ti, mas agora temos falado mais, e até tenho passado uns intervalos contigo...e por mais que rias, por mais que fales, eu percebo que estás metade ausente-presente, e que o teu coração está a sofrer. Devem dizer-te para ultrapassares isto, para seguires em frente e esqueceres tudo o que aconteceu, mas não é isso que deves fazer. Deves curar todas as feridas antes de prosseguires, sofrer é preciso e a pouco e pouco torna-se banal como a própria felicidade. Eu não tenho muito jeito para dizer estas coisas porque eu não me consigo prender às pessoas, eu amo de uma maneira completamente livre e inocente... felizmente ninguém tirou isso de mim. O meu coração também já sofreu bastante, viveres numa pessoa, num corpo que não gostas é mesmo angustiante, mas nós temos a força que precisamos dentro de nós, é preciso ter coragem para a saber utilizar da melhor maneira. As pessoas conhecem-me pela minha alegria extrema e constante, e quando se esgotam as minhas forças ninguém me reconhece, e às vezes até tenho medo de perder as pessoas por causa disso... mas lá está, é tal e qual, poucos compreendem o silêncio. E eu gosto do silêncio :) E gostava de chegar até ti, gostava de te ensinar a seres livre e feliz, mas isso é algo que só tu podes ensinar a ti mesma, por outro lado, quero que saibas, podes ser aquilo que quiseres. E tu és linda, és linda de verdade como poucos o são :) E eu tenho muito orgulho em ti. ( sorry , teve que ser testamento ! ) Tu vives Marianinha, tu amas a vida :) E os que amam a vida são os que a amam de verdade, e por isso sofrem mais do que os simples comuns.